Cemitério da era da pedra foi utilizado durante milênios

Arqueólogos descobriram 20 esqueletos de seres humanos da Idade da Pedra na Líbia, no deserto do Saara. Eles acreditam que se trata de um cemitério que foi usado por diferentes gerações durante milênios. Os esqueletos datam entre 8 mil e 4,2 mil anos atrás.

esqueletos de seres humanos da Idade da Pedra na Líbia, no deserto do Saara
esqueletos de seres humanos da Idade da Pedra na Líbia, no deserto do Saara

Os ossos mostram uma sociedade dividida pelo gênero. Foram encontrados 15 esqueletos de mulheres e crianças enterrados em um abrigo rochoso, enquanto cinco homens foram sepultados sob grandes montes de pedra, fora do abrigo, posteriormente. A maioria das pessoas foram enterradas entre 7,3 mil e 5,6 mil anos atrás. Já os restos mortais masculinos tem cerca de 4,5 mil anos, época em que a região tornou-se mais árida

Os ossos mostram uma sociedade dividida pelo gênero. Foram encontrados 15 esqueletos de mulheres e crianças enterrados em um abrigo rochoso, enquanto cinco homens foram sepultados sob grandes montes de pedra, fora do abrigo, posteriormente. A maioria das pessoas foram enterradas entre 7,3 mil e 5,6 mil anos atrás. Já os restos mortais masculinos tem cerca de 4,5 mil anos, época em que a região tornou-se mais árida.

Os resultados indicam também como as culturas foram alteradas pelo clima. Entre 8 e 6 mil anos atrás essa região do deserto do Saara, chamada de Wadi Takarkori, tinha vegetação rasteira. A arte rupestre da região retratava animais de pastoreio como vacas, que exigem muito mais água para pastar do que o atual ambiente poderia suportar. Imagens mais recentes, como pinturas rupestres de cabras, que necessitam de muito menos água do que as vacas, apareceram na mesma época dos restos mortais masculinos.

Os arqueólogos da Universidade de Cambridge (Inglaterra) começaram a escavar o sítio arqueológico em 2003. No mesmo local eles também descobriram cabanas, ossos de animais e potes com vestígios dos primeiros produtos fermentados que surgiram na África.

A nova descoberta destaca a necessidade de proteger a frágil região, que foi fechada para os arqueólogos desde a revolução que derrubou o ditador Muamar Kadafi na Líbia. [Hypescience/LiveScience/news24online]